sábado, 26 de julho de 2014



Recapitulando: Como já sabemos (na verdade já estamos “carecas de saber”), os carboidratos são totalmente retirados no primeiro momento da Dieta Dukan e parcialmente evitados nos momentos seguintes. Durante algumas postagens, falamos um pouco sobre os malefícios que a pouca ingestão de carboidratos pode causar. Hoje, a postagem falará sobre o que os carboidratos podem oferecer de prejudicial para o funcionamento do corpo. Boa Leitura!

Falando um pouco de bioquímica: Carboidratos: quais seus pontos negativos?

Uma famosa expressão utilizada por nutricionistas é a de que “uma boa digestão se inicia na boca”. Isso é correto principalmente para os carboidratos, uma vez que, além de haver a quebra mecânica dos alimentos pela mastigação, tais nutrientes sofrem ação enzimática já na boca, pela liberação das amilases, enzimas que quebram as moléculas de amido em unidades menores de maltose, um dissacarídeo composto por duas moléculas de glicose. Posteriormente, esse açúcar que continua a ser quebrado no decorrer do trato digestório, é absorvido e levado para a corrente sanguínea, e por fim, distribuído para todos os tecidos do corpo.


Entretanto, o estilo de vida moderno não tem permitido que toda a reserva de carboidratos seja utilizada em atividades físicas, provocando vários problemas, sendo o principal deles o AUMENTO DE PESO. Essa má fama que os carboidratos possuem está bastante relacionada com o processamento de alimentos. O processamento industrial retira as fibras, o que prejudica a natureza dos alimentos e a forma de como eles são metabolizados dentro do organismo. Dessa forma, o corpo absorve mais facilmente os carboidratos ingeridos e, associado a pouca prática de exercícios físicos, culmina no aumento de peso. A partir dessa óptica, podemos dividir os carboidratos em duas categorias (bons e ruins), que estão mais bem explanadas no quadro abaixo.


Além disso, níveis elevados de glicose no organismo podem ser prejudiciais para o cérebro, mais especificamente, para o hipocampo, o mediador da função de memória. Um artigo na revista Neurology, por exemplo, relatou que elevações de glicose no sangue e da hemoglobina glicada (HbA1c) levam ao comprometimento da memória e ao encolhimento do hipocampo. Outro estudo no The New England Journal of Medicine demonstrou que, mesmo discretas, as elevações de açúcar no sangue podem ser traduzidas em um dramático aumento do risco para o desenvolvimento de demência.

Então, com essa postagem, fica claro que os carboidratos não são tão “mocinhos” como acreditam os críticos da Dieta Dukan. Além disso, a ingestão de carboidratos refinados podem causar mudanças repentinas de humor, cansaço exagerado, crises depressivas e dificuldade de perda de peso.

Agora o momento do questionamento: A Dieta Dukan prega a ingestão de alimentos integrais, o que é a indicação de nutricionistas (uma forma de “fuga” dos carboidratos refinados), além da prática de exercícios físicos. Outra proposta da Dieta Dukan é a reeducação alimentar. Várias dessas propostas concordam com as propostas de vários nutricionistas e outros profissionais de saúde. Então, quais seriam os erros da Dieta Dukan para que ela seja tão criticada pela comunidade científica? Os outros métodos de emagrecimento e mudança de hábitos alimentares funcionam tão bem assim?

Então, aqui terminamos a 9ª postagem do blog “reeDUKANdo”. Não perca a postagem da próxima semana, pois será a última desse blog! Espero vocês leitores!

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Fontes:
http://eumesintobem.com.br/carboidratos-refinados-podem-ser-o-vilao-do-seu-mal-estar/

6 comentários:

  1. O fato dos carboidratos começarem a ser digeridos na boca (que é o caso do amido, através da amilase salivar) prova a importância de mastigarmos bem e devagar o alimento antes de engolir. Essa prática, apesar de parecer simples, traz muitos benefícios à saúde além de ajudar na digestão e aumentar a absorção dos nutrientes, como: evita desconfortos gastrointestinais como azias, dores abdominais, queimação, eructação e flatulência (gases), pois muitas vezes as pessoas engolem ar no momento da refeição (aerofagia); permite que sintamos melhor o aroma e o sabor dos alimentos; estimula a produção de hormônios da saciedade como a coleciostoquinina, assim como reduz a produção de hormônios que aumentam a fome, como a grelina e favorece a saúde buco maxilar, pois a mastigação adequada fortalece os músculos da face, articulações e dentes.

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  2. É bem verdade que os carboidratos não apresentam apenas vantagens. Quando a quantidade de glicose que chega às células hepáticas supera a que pode ser armazenada como glicogênio, por exemplo, a insulina promove a transformação desse excesso de glicose em ácidos graxos. Tais ácidos são, então, armazenados como triglicerídeos nas lipoproteínas de densidade muito baixa, transportados até o tecido adiposo e lá depositados como gordura, contribuindo para a obesidade. Porém, não se pode jamais dizer que apenas porque os carboidratos não são 100% benéficos devem ser eliminados da dieta. Qualquer dieta saudável deve pregar o equilíbrio entre os nutrientes, nunca a exclusão de nenhum deles. É justamente por isso que a dieta Dukan é tão criticada.

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  3. A premissa por trás das dietas pobres em carboidratos é que alimentos com carboidrato estimulam a produção de insulina, o hormônio responsável pelo transporte da glicose até as células, onde é usada como energia. O excesso de glicose é armazenado sob forma de gordura. Substituir alimentos ricos em carboidratos por alimentos ricos em proteína, que não causam o mesmo aumento dos níveis de insulina, promove o uso da gordura armazenada como energia, resultando na perda de peso. O efeito inicial de emagrecimento com as dietas pobres em carboidratos é diminuído ao longo do tempo. Em até 12 meses, não existem diferenças significativas na perda de peso por meio de uma dieta pobre em carboidratos comparada ao programa convencional com restrição de calorias e de gordura.

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  4. A explicação para separar carboidratos bons de carboidratos ruins é que os carboidratos simples (que são facilmente transformados em glicose) aumentam rapidamente a concentração de glicose no sangue, estimulando a liberação de insulina. Enquanto isso, os carboidratos mais complexos irão aumentar a glicemia aos poucos, não estimulando a liberação de insulina em velocidades extremas. Dessa maneira, os carboidratos simples, em vez de proporcionar ganho de energia, vão proporcionar armazenamento de energia e cansaço. Já os carboidratos complexos irão dar a chance do corpo metabolizar a glicose e, assim, formar energia. Desse modo, os complexos seriam bons e os simples seriam ruins

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  5. Podemos resumir a necessidade de carboidratos para o funcionamento "normal" das células. Na digestão, o organismo extrai os açúcares dos carboidratos e os transforma em combustível – que poderá ser queimado ou armazenado. A queima de quase todo o combustível significa que a pessoa é suficientemente ativa para fazer uso eficiente dos alimentos que consome. O excesso de combustível armazenado resulta em gordura corporal. É aquela velha equação do “consumo e gasto” – você deve consumir somente aquilo com que pode pagar.
    Entendendo-se isso, a falta de carboidratos faz as células procurarem caminhos alternativos para adquirir energia. E se a célula não for "perfeita" e não conseguir buscar esse caminho alternativo? É com base nesse pensamento que alguns estudiosos defendem a erradicação de carboidratos no tratamento contra o câncer, pois as células cancerígenas, por serem defeituosas, não conseguem produzir energia por outro meio que não seja através da glicose. Há muitos relatos de pessoas que, durante o tratamento do câncer, souberam do suposto benefício de dietas cetogências (com ausência de carboidratos) e resolveram testar, passando a ter uma melhora significativa da eliminação de células cancerígenas.

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  6. É realmente um ponto importante esse que você tocou acerca das diferenças entre carboidratos refinados e carboidratos complexos. A alimentação pode carboidratos refinados vem aumentando de modo exponencial no mundo, especialmente por meio de bebidas adoçadas. Os prejuízos do consumo exagerado dessse tipo de carboidratos é um dos principais responsáveis pela obesidade no mundo.

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