Recapitulando: Na última postagem, abordamos um pouco sobre
os benefícios da ingestão de proteínas, além das principais vias metabólicas de
proteínas, lipídeos e carboidratos que trabalham na conversão desses nutrientes
entre si.
Na postagem dessa semana nós abordaremos um pouco sobre a
segunda fase da Dieta Dukan, ou fase de cruzeiro ou de transição. Boa leitura!
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A fase de transição ou cruzeiro é a segunda fase da Dieta Dukan,
que precede a fase de Ataque (consumo majoritário de proteínas magras). É
caracterizada pela inclusão de alimentos de origem vegetal na dieta, uma vez
que esses alimentos são os mais ricos em vitaminas e fibras alimentares, que já
começam a fazer falta com a fase de ataque. Essa é a etapa mais longa da dieta,
principalmente pelo fato de que nesse momento a perda de peso é mais lenta (em
torno de 1 kg por semana).
Na segunda fase, apesar de se incluir leguminosas, deve-se
alternar entre dias de proteína (aos moldes da primeira fase) e dias de
proteínas e legumes. Como se incluem esses alimentos pode-se perceber um
aumento sensível de peso, por causa da retenção de água, mas depois de um dia o
“peso real” aparece.
Nessa fase da dieta Dukan os legumes podem ser consumidos crus
ou cozidos, em quantidade ilimitada e, a qualquer hora. Para temperar os
legumes pode-se usar vinagre, limão, mostarda e iogurte - que pode compor
vários tipos de salsas que são liberadas. Não é indicado o uso de azeite de
oliva pelo teor lipídico. É indicado realizar uma caminhada de, no mínimo, 30
minutos por dia e trocar o elevador pelas escadas. Não se pode comer alimentos com índice de carboidratos
consideráveis, como milho, batata, macaxeira, e frutas, pelo mesmo motivo.
Falando de Bioquímica: Degradação de Aminoácidos
O princípio básico da dieta Dukan é que a metabolização das proteínas gasta mais energia do que a de carboidratos e lipídeos, o que traria como consequência o emagrecimento. Como na fase de cruzeiro ainda permanece
A degradação dos aminoácidos envolve vários processos que envolvem basicamente a remoção do grupo amino dos aminoácidos e oxidação da cadeia carbônica remanescente. O grupo amino é convertido em ureia e as cadeias carbônicas resultantes são convertidas em compostos comuns ao metabolismos de carboidratos e lipídeos (piruvato, acetil-CoA e intermediários do ciclo de Krebs).
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| Esquema básico da conversão dos aminoácidos advindos das proteínas em ureia |
Inicialmente, o grupo amino da maioria dos aminoácidos é coletado na forma de glutamato. Em uma segunda etapa, os grupos amino originam aspartato e/ou amônia. E, finalmente, a ureia é sintetizada a partir de amônio, aspartato e bicarbonato.
| Grupo amino dos aminoácidos coletados como glutamato |
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| Reações obtendo Aspartato e Amônio, respectivamente, a partir do glutamato |
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Fontes:



