domingo, 22 de junho de 2014



Recapitulando: Na última postagem, abordamos um pouco sobre os benefícios da ingestão de proteínas, além das principais vias metabólicas de proteínas, lipídeos e carboidratos que trabalham na conversão desses nutrientes entre si.

Na postagem dessa semana nós abordaremos um pouco sobre a segunda fase da Dieta Dukan, ou fase de cruzeiro ou de transição. Boa leitura!
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A fase de transição ou cruzeiro é a segunda fase da Dieta Dukan, que precede a fase de Ataque (consumo majoritário de proteínas magras). É caracterizada pela inclusão de alimentos de origem vegetal na dieta, uma vez que esses alimentos são os mais ricos em vitaminas e fibras alimentares, que já começam a fazer falta com a fase de ataque. Essa é a etapa mais longa da dieta, principalmente pelo fato de que nesse momento a perda de peso é mais lenta (em torno de 1 kg por semana).

Na segunda fase, apesar de se incluir leguminosas, deve-se alternar entre dias de proteína (aos moldes da primeira fase) e dias de proteínas e legumes. Como se incluem esses alimentos pode-se perceber um aumento sensível de peso, por causa da retenção de água, mas depois de um dia o “peso real” aparece.

Nessa fase da dieta Dukan os legumes podem ser consumidos crus ou cozidos, em quantidade ilimitada e, a qualquer hora. Para temperar os legumes pode-se usar vinagre, limão, mostarda e iogurte - que pode compor vários tipos de salsas que são liberadas. Não é indicado o uso de azeite de oliva pelo teor lipídico. É indicado realizar uma caminhada de, no mínimo, 30 minutos por dia e trocar o elevador pelas escadas. Não se pode comer alimentos com índice de carboidratos consideráveis, como milho, batata, macaxeira, e frutas, pelo mesmo motivo.

Falando de Bioquímica: Degradação de Aminoácidos

O princípio básico da dieta Dukan é que a metabolização das proteínas gasta mais energia do que a de carboidratos e lipídeos, o que traria como consequência o emagrecimento. Como na fase de cruzeiro ainda permanece 

A degradação dos aminoácidos envolve vários processos que envolvem basicamente a remoção do grupo amino dos aminoácidos e oxidação da cadeia carbônica remanescente. O grupo amino é convertido em ureia e as cadeias carbônicas resultantes são convertidas em compostos comuns ao metabolismos de carboidratos e lipídeos (piruvato, acetil-CoA e intermediários do ciclo de Krebs).

Esquema básico da conversão dos aminoácidos advindos das proteínas em ureia


Inicialmente, o grupo amino da maioria dos aminoácidos é coletado na forma de glutamato. Em uma segunda etapa, os grupos amino originam aspartato e/ou amônia. E, finalmente, a ureia é sintetizada a partir de amônio, aspartato e bicarbonato.

Grupo amino dos aminoácidos coletados como glutamato

Reações obtendo Aspartato e Amônio, respectivamente, a partir do glutamato
 
Sintetização da ureia a partir do Aspartato, Amônio e Bicarbonato. Observe que há gasto de ATP

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Fontes: